Como começa esta história

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Tem aquela história de que gatos escolhem o seu dono, não é? Pois foi assim. Ela veio toda dengosa se enroscando nas nossas pernas e testando a nossa vontade de ter um. Estava abandonada numa construção. Foi domingo de noite, e nem tínhamos nada pra receber um gato. Ela estava toda suja, cheia de pulgas e espirrandinho. Estava gripada, a coitadinha!

O André a levou na veterinária, que é perto de casa. Vacinou, foi (bem) atendida. Disseram que ela tinha entre 2 e 3 meses.

Eu e o André ficamos como bobos, achando tudo que ela fazia a coisa mais linda. Achei bom assim. Até arrumar coisas que estou pedindo há séculos ele arrumou essa semana.

Aí­ eu contei pra conhecedora de gatos, que me contou a estória triste desta pessoa que tinha 13 gatos e morreu. A famí­lia não veio nem pro velório, mas assim que tomou posse dos bens, expulsou os gatos. Tinha 2 gatas prenhas, o que transformou os 13 gatos em 23. Ficamos com dó e adotamos o Merlin, que é preto e tem a pontinha do rabo branca, como que pra assinalar o lugar onde Deus segurou pra pintar ele de preto.

Daí­ pra engajar na campanha, foi um pulo. Então assim começamos o nosso “adote um gatinho“.

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8 comentários sobre “Como começa esta história

  1. Cláudia Antunes disse:

    Vc e o André ficaram com a gatinha de rostinho arranhado? Que lindo!

    As minhas são frutos de um latão da Comlurb. Estavam em estado miserável, com hemorróidas, sem pêlos, enfim, eram o próprio lixo.

    Atualmente estão com seis anos – as encontrei com dias – e são a alegria de minha vida, juntamente com minha netinha, que tb é uma gatinha!

    Parabéns pela nobreza do gesto de vcs!–>

  2. Laís disse:

    É importante mesmo que as pessoas tenham esse gesto amoroso. Com certeza é uma virtude que poucos possuem.

  3. Laiz disse:

    é preto e tem a pontinha do rabo branca, como que pra assinalar o lugar onde Deus segurou pra pintar ele de preto.
    adorei a frase ri muito
    Adoro gatos tenho 2 um deles vive comigo a +/- 11 anos crescemos juntos e a outra veio pq ouvimos no radio que havia gatos abandonas num terreno e a mãe tinha tomado veneno achamos que iria vir um gato feio por estar abandonado, porem veio ciames de olhos azuis a coisa mais linda mais já tem + de 1 anos comigo e eles são os donos da casa kkkk
    adorei o blog
    besitos

  4. Claret Costa disse:

    Também tenho um Merlin – é um persa grandão que ganhei de presente de Ano Novo em jan/2007 – a cara do Garfield – um fofo e super carinhoso, me acorda todas as manhãs com miados e carinhos no rosto. Já a Cloe é uma frajolinha preta e branca que encontrei em um buraco de um muro – justo no dia em que havia decidido ligar para uma amiga que é protetora de animais, para arranjar uma companhia para o Merlin, pois achei que ele andava muito triste. Ela veio toda magrela, só tinha um barrigão enorme – resolvido com uma ida ao veterinário no dia seguinte e umas boas doses de vermífugo – mesmo depois de 1 ano, ela ainda é muito arisca com estranhos e barulho, mas está melhorando dia-a-dia. Enfim, são meus amores e quem não gosta de gato não sabe realmente o que está perdendo. Uma última coisa – adorei seu blog – super inspirador, parabéns!
    bjo grande,
    Claret
    Enfim, são meus amores, carinhosos

  5. adote disse:

    Oi Claret
    Muito obrigada pelo incentivo e continue nos visitando.
    A minha mãe também tem um persa chamado Merlin!
    Só que ele é de porte pequeno e de cor champanhe.
    Resgatamos ele de um local onde ele era muito maltratado.
    A pessoa nos pediu dinheiro para doá-lo e o entregou num saco plástico de supermercado (apesar de ele ter caixa de transporte cara, casinha, caminha, brinquedos, que ficaram com os ex-donos, não sei pra que).
    Ele estava muito doente, mas agora está lindo, forte e é o gato mais doce que eu conheço, apesar de ter apanhado de cabo de vassoura.
    Parabéns pelos seus gatos!
    abrs
    Valeria

  6. [...] Há 3 anos virei gateira. Coisa que nunca pensei que pudesse acontecer. Foi quando me deparei com esta história e o Aramis, nosso primeiro gato, foi pego lá na casa da [...]

  7. [...] 9 anos hoje (e 3 com a gente) By ::Fer:: Foi a penúltima a ser adotada da turma do Ricardo. Era uma das gatas que tiveram [...]

  8. Vania Dantas Pinto disse:

    Porque minha cadelinha cocker estava muito doente _ morremos logo depois – peguei uma gatinha que havia sido jogada em um saco plástico, perna machucada, na casa da minha vizinha. Nunca havia gostado de gato – todos os preconceitos que passam de geração para geração – e, de repente, aquela magrela malhada virou paixão (é sempre assim, não? Dormia nas minhas costas, essas coisas que gatinhos fazem. Foi castrada e, pouco tempo depois, desapareceu. Não gosto de pensar nas possibilidades – as maldades que as pessoas fazem com animais em geral, e com os gatos em particular. Pouco tempo depois, uma gata deu à luz no telhado de outra vizinha. Peguei um filhote – era outra gatinha, parecidíssima com a primeira, e chamei-a, como a primeira, Chica. Antes de castrá-la, ela emprenhou e me trouxe 3 meninas e um menino, que foram desaparecendo, ficou só a caçula, uma enorme gata preta, dengo purinho, dormia na minha cabeça – a Tuia (como a mãe de Ramsés II…) e estão comigo até hoje. Afora a dor das perdas, são maravilhosas: dengosas, carinhosas, donas do próprio nariz mas exigente como elas só!… E a cada dia agradeço que não tenham desaparecido, que não estejam doentes. Eu acho que todo mundo deveria ter gato. A crença da idade média já era, aliás, no Japão, gatos dão sorte. E eu acho que a sorte maior é tê-los conosco!
    ADOTEM!

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